Amor que não se mede

Oie, sou eu novamente!

Para você ai que ainda está no ensino médio e não ta pensando muito no que quer ser, vou agora te deixar um pouquinho assustado, mas caso leia até o final pode até valer a pena.

Eu sai do ensino médio meio perdida e para agradar acabei entrando em uma empresa que não tinha nada a ver comigo, não vou citar nome, mas minha atividade era basicamente o tão reclamado Call Center que ninguém aguenta e isso se explica pelo simples fato que a maioria das pessoas que trabalham nesse tipo de trabalho são muito jovens, e por não ter estudo superior e nenhuma experiência acabam tornando a vida dos clientes que necessitam resolver suas vidas através deste serviço um pesadelo. Mas não é disso que eu quero falar, quero falar da minha vida “pós proletariado”.
Hoje sou radialista por formação, musicista por paixão e acabei agarrando o desafio em ter em sociedade uma agência de modelos. No início tudo passa na sua cabeça, mas apesar dos desafios que você sabe que vai passar, o que mais lhe reconforta é o fato de não ser mais empregado de ninguém, de não precisar mais de dar satisfação e nem atestado médico(que é a pior parte). Daí você afunda de cabeça sem saber o que está fazendo realmente, até que chega uma hora que vê a coisa pegar fogo e percebe que é necessário acordar cedo todos os dias e por mais que você queira ficar um pouco mais na cama seu corpo não lhe deixa descansar, e por mais que queira ir embora cedo para pegar a janta quente você acaba indo embora 11 horas da noite com a ciência que tem que deixar tudo em ordem para o dia seguinte.

foto: Vinícius Gusmão


Se eu sigo tudo à regra? Claro que não, tem dia que vou embora cedo para jantar e tem dia que fico brigando com a cama querendo dormir mais, mas a maioria das vezes meu corpo me cobra essa responsabilidade. É lógico que isso só vai servir para alguém que quer alguma coisa na vida, mas duvido muito que alguém que não quer nada com nada vá perder tempo lendo esse texto.
O fato é que eu fui me apegando a esse lugar e dá gosto ver a vida de muita gente se transformar, muita gente que era chamada patinho feio virar cisne. Hoje eu faço com moças e rapazes tudo o que gostaria que um dia tivesse sido feito por mim, alguém que chegasse a mim quando eu tinha 14/16 anos e me dissesse como eu deveria ser para me tornar alguém (não como modelo é claro porque eu não sou essa belezura toda, mas como atriz, com a música e etc). Esse não vai ser para sempre o objetivo principal da minha vida, ainda quero fazer minhas próprias coisas – assim como esse blog – mas no momento tem sido.
E na época de crise em que estamos, temos passados por mais adversidade que imaginamos, mas na real, não está fácil para ninguém, ainda assim, conseguimos mostrar flores em meio à relva seca.
Por fim deve ter gente achando que eu estou por cima da carne seca, que eu to poderosa, rica. A verdade é que hoje eu trabalho mais do que eu trabalhava quando eu estava naquele Call Center, falando ininterruptamente por 6,7 horas por dia 6 dias na semana, mas eu consigo rir quando estou muito cansada e ouvir as músicas que gosto enquanto faço algo importante. Eu não sei se vou ser considerada um dia uma grande empresária ou se a empresa vai estar ativa no próximo ano, mas é certo que aprendi mais em 7 meses de agência que em 3 anos e meio onde fiquei e, na moral, ser empregado não é bom para ninguém. Aqui onde estou hoje, aprendi de administração de organização, educação, até e principalmente sobre caráter. Eu não sei se no próximo ano vou estar realmente por cima da carne seca ou se as pessoas vão enxergar o que fiz como um grande erro. Mas é certo que isso transformou o meu jeito de ser e pensar e estou amando isto, eu não sei o tamanho que isso pode virar, o certo é que isso é amor que não se mede.


Até + Criaturinhas!

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