Acervo 03 - Sobre os pássaros que observei.

Olá, sou eu novamente.

Todas as vezes que aparecer antes do título do texto a palavra ACERVO, pode contar que é algum texto antigo meu, escrito em rede social, word ou uma folha de papel. É bom não renegarmos o passado e podermos acompanhar nossa evolução. Então lá vai o 3º.



Conversando dia desses com um amigo, dispus-me a lembrar da minha última sexta, onde presenciei uma cena da qual vejo necessidade de registrar para o resto da vida. 
Estava na rodovia do Sol -Vila velha- em um bar que fica de costas paralelas para o mar -Correria- e quando olhei para o céu, já de madrugada, observei muito pássaros brancos(ou era o que pareciam) que atravessavam o céu em forma de V apontando para o norte, creio eu devido a migração de inverno.
Este meu amigo a quem relatava tal fato, informou que presenciou isso apenas uma vez em excessão de quando viu um enxame de abelhas na roça, em situação que precisou "correr para caralho"!
Relatei isso a algumas outras pessoas também e disseram-me a mesma coisa, que só tinham visto isso uma vez ou nem haviam visto.
Então fiz uma sessão regressiva na mente, e lembrei de quando tinha 8, 10 anos, época que consigo lembrar de poucos flashs, os quais realmente fizeram diferença para mim. E uns desses eram os pássaros. E quantos!
Quando eu morava no interior, o lugar onde mais amava andar pela cidade era à beira do rio pardo, onde existe um calçadão igual ao de Ipanema(na maioria da sua extensão bem mais estreita que a original), com muitas árvores, onde rio era limpo e revoadas sobrevoavam por lá. Lembro limpo na mente como se fosse agora, o vento soprando bem mais frio por ser região de montanha, as árvores balançando e delas saindo uma "frota" de seres voadores coloridos e tão imponentes quanto os meus olhos podiam ver.
Lembro-me também de olhar no rio, as capivaras nadando, com seus filhotinhos, sem vergonha alguma em se expor.
Era uma beleza de se ver, e apesar de gente do interior ser mais atenta a essas coisas, creio que 
eles mesmos pouco se lembram dessa época boa, por serem ditos cujos que fizeram favor de extinguir
esses animais e poluir o rio. Quantas capivaras foram mortas por crendice idiota, que afirmava que óleo de capivara curava bronquite, e eu pobre sofredora da doença, nunca permiti que me dessem tal veneno fruto da burrice cultural.
Creio que outras disapareceram também por causa do rio poluído: recordo que na segunda série tinha um professor, que contava sobre a época de quando era criança e todos da sua idade brincavam no rio e tomavam banho em dia de calor;
Na terceira série fui em um passeio onde conhecemos a hidrelétrica que abastecia as regiões, e nos mostraram lá, varios "artefatos", inclusive uma carcaça de tanque de lavar roupa(da qual lembro muito bem) que retiraram de dentro do rio, e hoje fico imaginando se não foram as mesmas crianças que tomaram banho nele, que cresceram e passaram a jogar coisas, achando que ele nunca ia acabar. Já faz pouco mais de 2 anos quando vi algumas capivaras, numa parte mais isolada do rio e até fiz uma gravação, que minha amiga linda de lá(inclusive a mesma que estava comigo no dia
da hidrelétrica), fez o favor de deletar da câmera.
Quanto aos pássaros, vejo aos montes toda vez que vou lá, mas a maioria deles estão sempre na gaiola, belos é como vejo os enlatados seres do ar, não vejo muitos no céu. O que mais dá são os bandos de pardais que insistem em se infiltrar nas frestas dos telhados e os pombos, que de acordo com um panfleto que recebi dia desses aqui no meu bairro, é uma "Praga nacional"(pena ter perdido
o panfleto para comprovar, tinha guia com ações contra eles e tudo).
Enfim, não que eu seja contra gaiolas e bichos domesticados (eu mesmo tenho uma calopsyta em casa que parece um cachorro), a verdade é que hoje em dia, não dá para evitar mesmo essas coisas por mais que apareçam ongs e mais ongs que tentem conter isso.
Hoje muito desses bichos nascem em cativeiros e é melhor cuidar deles em casa do que soltá-los na natureza aonde não conseguiriam sobreviver, e sem contar que eles muitas vezes podem ser a melhor cia e podem até tirar pessoas da depressão.
Mas relamente é triste ver como essas coisas estão definhando, essas coisas me refiro as coisas da natureza. 
Não sei nem como um amigo meu que ama pássaros e tem até sagas contadas com eles como protagonistas, irá absorver toda essa narração.
Sei que assim como ele, eu gostaria de ser um pássaro, e se eu fosse um, seria com certeza uma coruja além da sua poderosa visão e hábito noturno, é promovida por sua inteligência e perspicácia, além de símbolo da filosofia. 
Mas o fato é que hoje em dia, não sei afimar se ser um pássaro é sinônimo de ser tão livre assim.

Facebook 14 de abril de 2014.

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Até + Criaturinhas!

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