O bom filho a casa torna




















Oi, quanto tempo hein!

Arco-iris 25/07/2018
Tentativa de fotografar a lua de sangue 27/07/2018 
Minha última postagem foi em abril e depois disso nunca mais consegui escrever, até tentei escrever algumas linhas, tentei pensar em alguma coisa, mas algo me impedia de dizer, algo me impedia de pensar. Mas enfim, estou aqui novamente...

Muitas coisas mudaram desde que parei de escrever, minha última postagem, falando de Iúna, dava a ilusão que eu estava aqui a passeio, a férias. Vim para ficar e estou aqui. Na verdade quando vim, foi uma situação tão louca que nem minha mãe, nem meu pai, nem eu mesma, nem ninguém conseguia acreditar. Tudo estava um completo borrão de indecisões e dúvidas. Mas eu decidi, minha vida estava desmoronando e eu tinha que mudar. A história que conhecemos hoje é que as pessoas geralmente vão para a capital procurar emprego, procurar uma vida melhor. Comigo foi ao contrário.


Quando perguntei ao meu pai se poderia vir ficar um tempo, ele nem acreditou que eu vinha. Há muito tempo que eu não vinha nem para passar uns dias, quem diria para morar aqui. E o que eu queria fazer, bem, deixou meu pai mais em dúvida ainda - trabalhar na rádio, mas na radio daqui? Loucura! -, consegui me infiltrar, com um empurrãozinho conheci um dos donos e enchi o saco dele, ai comecei a encher o saco de todo mundo, ai da rádio comecei a fazer reportagens e quando vi, em menos de um mês tinha mais serviço que eu não fazia há um ano. Matou minha família de angústia, sem saber se eu seria contratada ou não, então eu fui, e logo depois fui dispensada da rádio, meu pai quase teve um troço, ele já tinha contado para a cidade inteira. Por fim virei repórter e outras coisinhas mais, faço locução (locução que a cidade inteira tem que aguentar praticamente todos os dias com meus avisos da prefeitura hahaha), escrevo textos, faço postagens. É um pouquinho diferente do que eu pensei, mas nada, nada ruim mesmo.
Br 262

Essa loucura toda que tem passado em minha vida, já parece ter tanto tempo, parece que tem tantos anos, mas a verdade é que ainda vai completar quatro meses. Eu já aprendi tanto e me apaixonei tanto pelo que faço. Não só pelo meu trabalho, mas também pela minha cidade.

Vista do Alto do Quilombo
Centro em época de Copa
Eu nasci aqui, vivi aqui até meus 11 anos, ainda uma garotinha inocente, quietinha e cheia de bondade. Voltei agora, maluca, descontrolada, nervosa, desenvolvida em coisas das quais se eu tivesse crescido aqui não teria imaginado, com uma ânsia danada de botar pra quebrar. Até o momento que eu decidi vir embora, isso nem passava pela minha cabeça. Voltar para o interior. Eu queria ir embora, eu queria São Paulo, Rio Grande do Sul, Estados Unidos, Inglaterra. Eu queria ver concreto e asfalto fervendo, eu queria poder enxergar a poluição do ar. Queria um mundo novo, o desconhecido, com pessoas que eu nunca vi. Acabei voltando para o meu berço, regado de natureza e de gente conhecida, que eu não reconhecia, mas que acabei reconhecendo e me deixando cercar.

Envolvi-me a essa terra, a essa natureza, a essas pessoas de uma forma que eu não podia imaginar. Cada dia que passa encontro razões para gostar mais desse cantinho e mais me dá vontade de colocá-lo um pouquinho mais evidente no mapa. Quero que as pessoas amem esse lugar tanto quanto eu.
Tudo mudou completamente, cem por cento. Há ainda muitas coisas as quais eu tenho que me adaptar. Minha mãe é o que mais sinto falta, meu quarto, minhas irmãs, os pubs e casas de rock, meus queridos amigos Canelas-verde nem se fala. Tudo isso que foi minha vida por quase 11 anos.
31/07/2018
Vista dos fundos da rádio Big Fm
Igreja Nossa Senhora da Penha e a tentativa de fotografar a lua rs

Mas sou corujinha e devo voar...
Distrito de Pequiá - Praça
mais um ângulo no alto do alto do Quilombo

Muitas coisas ainda estão mudando, já está sendo providenciado meu próprio cantinho e sei que isso vai ser muito bom. O ar é puro o chão às vezes é de barro. A paisagem é riquíssima e as ruas são calmas. Tudo muito diferente do que eu desejava, mas ainda tão bom quanto o que eu queria. O filho pródigo a casa torna. Tudo está onde deve está.

Caminho para Barro Branco
Distrito de São joão do Príncepe
outro ângulo do Quilombo
uma madrugada muito fria no Pito
Casa da Cultura

Parque de Exposições

Vista do pico do Colossus cheio de nuvens
Vista do Hospital Santa Casa
Vista do Quilombo pela agência AV2
o sol num dia muito frio
E você? o que tem passado nos últimos quatro meses? Me fale... eu vou adorar saber!

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