Dia da independência: do amor




Eu amo mais você do que eu... Essa é uma estrofe de uma música de uma banda chamada Catedral. A música é linda, mas não deve ser bem assim.

imagem da internet


Estou escrevendo esse texto com uns dias de atraso, mas acredito que ainda assim seja importante registrar. Algo diferente aconteceu comigo na semana anterior, algo que não dá para dar muitos detalhes, mas posso dizer que me magoou muito e me deixou completamente marcada.

É bem complicado finalmente conhecer alguém que você enxerga que pode realmente passar a fazer parte da sua vida e no minuto seguinte saber que isso não vai acontecer. Eu tenho muito azar com o tal do relacionamento e passo a maior parte da minha vida correndo dele, mas isso não quer dizer que eu não me importe, eu só não mantenho isso como uma meta de vida ou uma necessidade como tanta gente costuma impor. Isso não quer dizer que eu descarte essa possibilidade e, portanto pensei que minha vez tinha chegado, mas não foi nada assim.

Entre segunda e quarta feira eu me sentia a pessoa mais plena no mundo, na quinta eu apostei um caixa de cerveja e detestei ganhar a aposta, meu mundo desmoronou e pensei que eu não conseguiria suportar.  Às duas horas da manhã minha vontade era arrancar o coração fora.
Eu não sou muito de falar dessas coisas, pois eu acho uma perca de tempo eu revelar tais sentimentos quando eu tenho tantas outras coisas mais importantes para fazer, mas o fato é que eu achei que não iria suportar tanta decepção.

Na sexta de manhã, eu estava recuperada e acreditei ter dado a volta por cima como de costume. Caminhei de meia e chinelo pelas ruas do Pito e senti o sol brandamente aquecer minha face e energizar minha alma. Tive a chance de presenciar situações simples do cotidiano que me fizeram pensar que a vida é curta demais para alimentar sofrimento quando tenho oportunidade de construir coisas inimagináveis com pouco e ainda ser feliz, eu prestava atenção em cada detalhe por onde eu passava sem dar chance a minha suposta tristeza.


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“O amor é um bicho de sete cabeças que pode te proteger, mas também pode te dar uma punhalada pelas costas” – pensei. Ao andar por aquelas ruas eu pensava em quanto eu tinha sorte em ser forte e em ser independente com a questão do amor.  Sempre fui capaz de passar esse sentimento as pessoas sem tanta necessidade de tê-lo correspondido e talvez este seja um dom, eu consigo ser boa, sem esperar qualquer volta de bondade.

Algo me diz que o sufoco que eu passei destroçaria muitas pessoas. Minha independência minha ajuda a ser firme, firme em meus objetivos. É verdade que no mesmo dia fraquejei mais duas vezes com o desfecho de acordar em lágrimas absurdas, às 11h da noite e me mandando para a casa de meus parentes mais próximos para ver se eu conseguia afugentar tal mágoa.

Mas eu sou independente. Não quero dizer que a dor passou ou que não exista ainda um fio de esperança que um milagre possa acontecer. Mas eu sigo firme na certeza que sempre é possível dar a volta por cima e se realizar sem depender de alguém. Eu tenho pena das pessoas que precisam de um par para viver, essas pessoas são para mim, pobres de espírito. Poucas pessoas tem esse domínio e por me sentir um delas sinto-me abençoada.

Por isso no dia 7 de setembro eu passo a considerar em minha vida ironicamente o dia da Independência: do amor.



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