Dia da independência: do amor
Eu amo mais você do que eu... Essa é uma estrofe de uma
música de uma banda chamada Catedral. A música é linda, mas não deve ser bem
assim.
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| imagem da internet |
Estou escrevendo esse texto com uns dias de atraso, mas
acredito que ainda assim seja importante registrar. Algo diferente aconteceu
comigo na semana anterior, algo que não dá para dar muitos detalhes, mas posso
dizer que me magoou muito e me deixou completamente marcada.
É bem complicado finalmente conhecer alguém que você enxerga
que pode realmente passar a fazer parte da sua vida e no minuto seguinte saber
que isso não vai acontecer. Eu tenho muito azar com o tal do relacionamento e
passo a maior parte da minha vida correndo dele, mas isso não quer dizer que eu
não me importe, eu só não mantenho isso como uma meta de vida ou uma
necessidade como tanta gente costuma impor. Isso não quer dizer que eu descarte
essa possibilidade e, portanto pensei que minha vez tinha chegado, mas não foi
nada assim.
Entre segunda e quarta feira eu me sentia a pessoa mais plena
no mundo, na quinta eu apostei um caixa de cerveja e detestei ganhar a aposta,
meu mundo desmoronou e pensei que eu não conseguiria suportar. Às duas horas da manhã minha vontade era
arrancar o coração fora.
Eu não sou muito de falar dessas coisas, pois eu acho uma
perca de tempo eu revelar tais sentimentos quando eu tenho tantas outras coisas
mais importantes para fazer, mas o fato é que eu achei que não iria suportar
tanta decepção.
Na sexta de manhã, eu estava recuperada e acreditei ter dado
a volta por cima como de costume. Caminhei de meia e chinelo pelas ruas do Pito
e senti o sol brandamente aquecer minha face e energizar minha alma. Tive a
chance de presenciar situações simples do cotidiano que me fizeram pensar que a
vida é curta demais para alimentar sofrimento quando tenho oportunidade de
construir coisas inimagináveis com pouco e ainda ser feliz, eu prestava atenção
em cada detalhe por onde eu passava sem dar chance a minha suposta tristeza.
Para ver mais: https://www.instagram.com/p/BnbRmxihCZ9/?taken-by=tay.braga
“O amor é um bicho de sete cabeças que pode te proteger, mas
também pode te dar uma punhalada pelas costas” – pensei. Ao andar por aquelas
ruas eu pensava em quanto eu tinha sorte em ser forte e em ser independente com
a questão do amor. Sempre fui capaz de
passar esse sentimento as pessoas sem tanta necessidade de tê-lo correspondido
e talvez este seja um dom, eu consigo ser boa, sem esperar qualquer volta de
bondade.
Algo me diz que o sufoco que eu passei destroçaria muitas
pessoas. Minha independência minha ajuda a ser firme, firme em meus objetivos.
É verdade que no mesmo dia fraquejei mais duas vezes com o desfecho de acordar
em lágrimas absurdas, às 11h da noite e me mandando para a casa de meus
parentes mais próximos para ver se eu conseguia afugentar tal mágoa.
Mas eu sou independente. Não quero dizer que a dor passou ou
que não exista ainda um fio de esperança que um milagre possa acontecer. Mas eu
sigo firme na certeza que sempre é possível dar a volta por cima e se realizar
sem depender de alguém. Eu tenho pena das pessoas que precisam de um par para
viver, essas pessoas são para mim, pobres de espírito. Poucas pessoas tem esse
domínio e por me sentir um delas sinto-me abençoada.
Por isso no dia 7 de setembro eu passo a considerar em minha
vida ironicamente o dia da Independência: do amor.



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