Vamos pensar um pouco no próximo?


Ola donas Criaturas.

Muito reclamamos que as coisas estão ruins, muitas vezes até reconhecemos que estamos melhores a vista de tantas coisas horríveis acontecendo no mundo, sabemos das situações de guerra, fome, miséria pela qual o mundo tem passado e ainda assim, continuamos olhando apenas para nossos umbigos. 

imagem da internet
No dia 13/08/2018 fui à igreja Presbiteriana onde tenho costume de ir quando vou à casa dos meus parentes mais próximos em Santa Cruz, distrito de Irupi - ES, em pleno dia dos pais, onde o mundo todo culturalmente se volta para essa data, a igreja resolveu deixar em segundo plano e destacar o tema “missões”.

Diante deste destaque fizeram um convite a um pastor de São Paulo que serve ao chamado de missões da igreja Presbiteriana do Brasil e percorre todo o país trabalhando com indivíduos que enfrentam os mais diversos problemas sociais. Contou como tem sido seu trabalho e por quais dificuldades tem passado para conseguir ajudar a quem precisa, explicou sobre a falta de pessoas dispostas a se voluntariarem e também que quem está nessa empreitada tem passado por sérios problemas financeiros. Ele contou como fica ao ver igrejas tão bonitas e bem estruturadas e, por mais que os membros se sensibilizem com o trabalho de missões, não passa muito tempo que eles voltam para suas vidas normais, onde se esquecem de ajudar e focam somente na congregação onde fazem parte. O reverendo frisou a necessidade não só de ajudar com doações em dinheiro, mas também de cada um se prontificar a fazer missões, sem a necessidade de largar suas famílias e ir  para outros lugares, já que, mesmo nós não observando, existem problemas sociais ocorrendo há poucos metros de nossas casas, aos arredores de nossa cidade e não fazemos nada a respeito.

Com as palavras deste homem, que acima de tudo é um ser humano, passei a pensar no que mais eu podia fazer para ajudar, mesmo sem condições financeiras. Já tenho vontade de ajudar desde que eu me lembre, desde ainda menininha. Lembro-me de quando me inscrevi na Greenpeace para ajudar com as assinaturas de petição e compartilhamentos de informações (lembro que nessa época ainda se usava msn rs), isso com muita inocência é claro pois não tinha ideia da proporção que uma organização dessa tem. Foi ai que eles me ligaram para pedir uma colaboração financeira, nessa época eu era estudante e nem sonhava em receber alguma quantia em dinheiro e me senti completamente frustrada em não poder ajudar. Ainda assim, sempre entendi o valor de
ajudar, quando eu era da igreja batista adorava participar dos eventos sociais, me vestir de palhaço, cuidar das crianças, mas nada que fosse muito longe. Os anos foram passando e eu ficando adulta, com tantas coisas novas para aprender a administrar, acabei me perdendo no caminho, mas essa vontade de ajudar nunca me deixou, eu só não sabia por onde começar.

Agora em 2018, o meu trabalho tem me aberto às portas e os olhos para enxergar através delas e acabei conhecendo em um torneio de futebol uma oportunidade única. O torneio de férias onde fui cobrir uma matéria, pertence à ASSIUDES, uma organização em minha cidade natal que ajuda crianças carentes da região, ela sobrevive em parte de doações governamentais e boa parte também em associados civis, ali eu percebi então, que essa era minha chance, eu poderia ser uma associada. O valor mensal para a instituição é irrisório, de toda a forma com o que ganho hoje não poderia ajudar com grandes quantias, mas conversando semanas depois com a presidente (que é um amor), descobri que posso contribuir mais, não com dinheiro, mas sim com meu trabalho. Ela informou que precisa de gente que cuide da comunicação da ASSIUDES, com vídeos e textos fazendo a divulgação em redes sociais, sendo assim, percebi que sou capaz, de alguma forma, de poder contribuir mais do que jamais imaginei, e dessa mesma forma, há vagas para quem quiser se voluntariar para dar aulas, ajudar de outras formas a instituição.

Se quiser saber um pouco mais, pode assistir a esses vídeos onde fiz reportagem com o pessoal da ASSIUDES Iúna pelo Portal Cidade Agora onde trabalho.





Dando uma passada de olho pelo instagram, apareceu uma propaganda titulada “hope”, esperança em inglês, mostrando um pai levando sua filha doente para o hospital prometendo-a que tudo vai passar logo, só que quando eles chegam ao local presenciam o hospital em chamas devido a um bombardeio. O vídeo é ambientado em Beirut, capital do Líbano, local que sofre grandes conflitos políticos e religiosos e faz parte de uma campanha para que as pessoas ajudem financeiramente os voluntários da Cruz Vermelha. Ao assistir esse vídeo comecei a pensar se é necessário esperarmos acontecer tal tragédia para começarmos a fazer alguma coisa.


O fato é que independente da religião ou da causa, pensar no próximo é um dever. É como o Reverendo Abelardo disse: alguém poderia chegar e pedir a doação oferecendo algo em troca seja riqueza ou cura de enfermidades, mas a verdade é que não existe nenhuma mágica que é feita a quem contribui, a única recompensa é saber que um semelhante está sendo ajudado. Seja com sua doação a uma instituição que irá até um lugar onde você jamais irá colocar os pés, seja você mesmo ajudando alguém com algum problema quem sabe mesmo na sua rua, o importante é ajudar.

Quer ajudar alguma das Causas citadas? Vou deixar os contatos logo abaixo:

https://www.facebook.com/assiudes

https://nossamissao.com.br/

E você? Ajuda alguma instituição? Deixe aqui seu comentário, vou adorar saber.

Até + Criaturinhas.

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