Para sempre Cinderella 2025

“Um manual de liberdade disfarçado de ingenuidade.”


Drew Berrymore interpreta Danielle em “Para sempre Cinderella” no auge dos seus 20 anos. Filme de 1998.



Cá estou em 2025 assistindo para sempre Cinderela em um site aleatório na internet e indignada que não há esse exemplar disponível em alguma grande plataforma de streaming e com bastante medo de que ele seja esquecido. Peço licença para discordar do escritor(da matéria no link abaixo), mas creio que esse filme passe do que ele avaliou e que seja um filme extraordinário. O filme é de uma beleza sem igual, uma fotografia riquíssima e ilustra bem o retrato da vida no período renascentista. Não poupou em mostrar as mazelas e discrepâncias sociais que existiam no período. Para um filme de “menininha” em momento nenhum maquiou a dura realidade da época. O filme abordou o conto de fadas de forma doce, mas também o aprofundou, além de mostrar a melhor princesa que poderia existir e que com certeza deu vida a tantas personagens que viriam a frente. Deu tempo suficiente para que o casal principal desenvolvesse um afeto que justificasse a futura união, ao contrário dos relacionamentos que a Disney mal desenvolvia e que as princesas já iam se enlaçando em matrimônio. Eu tenho 30 anos e esse filme fez parte da minha formação e aprendi que não preciso ser salva, mas respeitada. Outro ponto interessante é mostrar que Danielle, ainda com todas as injustiças sofridas, não baixava a cabeça e era perspicaz e justa, ao contrário da maioria das mocinhas que são umas verdadeiras sonsas; detesto a premissa que se tem que ser boa não importa o que façam com você (lembremos que até Jesus irou-se ao ver o comércio na porta do templo). A cena em que Danielle carrega o príncipe nas costas deve ser destacada como parte mais que interessante e até a presença dos siganos e de como ela os conquista é um deleite. É a jornada do herói completa, onde a princesa também participa da aventura e não só o mocinho. 27 anos do filme se passaram e não consigo ver um erro no roteiro que o deixe ruim ou idiota, tudo que é discutido e explorado é muito certeiro para um filme considerado raso. Pra mim, uma obra prima dos contos de fada e do entretenimento pra mocinha. Na verdade é um manual de liberdade disfarçado de ingenuidade. 





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